A vida não está amigável para as mães

A vida não está amigável para as mães

Nesta semana a Rosely Sayão, famosa colunista da Folha, fez um artigo que me tocou profundamente sobre como muitas empresas preferem contratar mulheres que não tem filhos.
A matéria foi disparada, a mais lida do dia, e isso mostra como o assunto é chocante, e ao mesmo tempo, como as mães ainda não conseguiram seu lugar no mercado de trabalho.

Segundo Rosely, são raras as organizações com um espaço para filhos de funcionarias. Eu, que tive esse privilégio concedido pela Ana Maria Braga quando tive minha primeira filha, podendo leva-la ao trabalho até que fizesse um ano, percebo o espanto que causo nas pessoas quando conto sobre esta realidade.

“A vida não está amigável para mães e crianças”, diz a colunista.
É. Não está mesmo. A mãe que quer trabalhar tem que se virar nos 30 para conseguir lidar com a demanda profissional e filhos. E isso não é um problema das mães. É um problema da sociedade.

Como viverão estas crianças sem pais, cujas mães precisam se ausentar por tempo indeterminado de casa para conseguir alimentá-las? Como viverão estas crianças cujas mães ficam frustradas por não trabalharem fora?

Os extremos são ruins, e merecem nossa atenção.

Na coluna, Rosely propõe que pressionemos as empresas para que tenham um local adequado para acolher crianças maiores esporadicamente. E também um ambiente para crianças pequenas, já que o custo é relativamente baixo.

Que tal se engajar nessa mudança?

Essa causa não é minha nem sua. É de todos nós.

*** A foto de destaque é da minha filha Eva comigo no escritório da Ana Maria, com alguns meses de vida

Cinthia Dalpino, jornalista, escritora, mãe da Eva e da Aurora

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