A união que faz a força

A união que faz a força

No dia que criamos aquele grupo nem sabíamos o que ele ia virar.
A ideia era ser um ‘grupo de apoio’, onde houvesse uma troca entre mulheres e mães. E a base era que todas estariam engajadas em fazer o possível para apoiar uma à outra.

Aos poucos fomos percebendo o quanto é potente poder contar com referenciais tão diferentes, e como a troca pode nos engrandecer quando nos permitimos entender uma realidade da qual não fazemos parte.

Por isso, hoje, dia da mulher, queria falar sobre como pode ser importante a união entre as mulheres e o que ela representa – dando o enfoque num grupo específico criado unica e exclusivamente para que pudéssemos nos apoiar e dialogar sobre as mudanças necessárias no dia a dia para que dessemos passos que impactassem efetivamente nossas vidas. E quando deixamos que pessoas diferentes de nós entrem em nossas vidas, ganhamos repertório, inspiração, e aprendemos o exercício da tolerância e do respeito, já que, muitas vezes, se não concordamos, temos que entender, de fato, o que motiva a decisão de cada um.

No grupo, através do exemplo da Cintia Grininger, aprendemos como uma mulher pode ter a coragem de reinventar a si mesma, e recriar possibilidades, percebendo que a vida traz inúmeras possibilidades a quem não se acomoda. A avançar, sem nunca perder a esperança, sempre pensando no melhor para a família, mas nunca esquecendo de si mesma

Com a Damiana, aprendemos o que é força. O que é não se deixar derrubar mesmo tendo que dedicar cuidados quase que diários ao pai, doente, e depois de toda a luta, perdê-lo e, com um vazio que não dá pra ser preenchido com nada, arranjar forças para ir adiante em seu negócio, enfrentando dificuldades, falta de grana e todos os desafios que um empreendedor pode suportar. Através de seu exemplo, com dignidade, bom humor, e uma incrível capacidade de permanecer de pé, mesmo quando todas as tempestades da vida se abatem, a Damiana nos mostrava como respirar, um dia após o outro, era importante. E que, mesmo que tudo possa parecer dar errado, os aprendizados vão nos impulsionando para frente.

Com a Julia aprendemos, sobretudo, como lidar com o inesperado. Assim como ela aprendeu a reinventar sua vida após o nascimento das trigêmeas e passou a ser mãe de quatro do dia pra noite, percebíamos como às vezes somos incapazes de perceber nosso próprio potencial de transformar tudo ao nosso redor. E de transformação ela conhecia bem. largou o trabalho, mudou de cidade, recomeçou tudo do zero sem ter medo do imprevisível e nos mostrou que confiar na vida de verdade é aceitar que as mudanças podem trazer grandes presentes, e nem sempre podemos prever o futuro ou como a vida vai se desenrolar diante de nós. Hoje, feliz com sua nova rotina, ela inspira e mostra que é possível mudar e transformar a própria vida, sem medo.

Com a Luciana Fuoco entendemos como caos e leveza podem conviver em harmonia, e como, muitas vezes, são necessários momentos onde expomos nossa vulnerabilidade, para que hajam recomeços. Com ela, percebemos a indestrutível força de uma mãe, que percorre todos os caminhos até encontrar aquele que é certo para ela e que a faz feliz.

Já a Re Magliocca nos inspira através de seu modelo de vida questionador e prova o quanto sonhar com o mundo ideal e tentar concretizar os sonhos, é necessário, para que hajam novos desafios, para que possamos desfrutar da vida que sempre projetamos para nós. Ela mostra que é possível querer o improvável, lutar pelo que é certo e fazer acontecer a cada dia.

Que rico seria se todas nós – que sabemos quais as dificuldades que uma mãe e mulher enfrentam no dia a dia – nos uníssemos sempre para dar nosso melhor umas às outras. Apesar de todas as diferenças que podem existir com o convívio. Uma troca sincera só é possível quando permitimos nos doar e nos abrimos para receber.

“É fácil reconhecer as mulheres fortes. Elas são as que se constroem umas com as outras em vez de se destruirem entre elas”

Que sorte a minha estar sempre entre mulheres fortes.

One comment

  1. E com a Cinthia Dalpino eu, Cíntia, Júlia, Luciana e Renata aprendemos a ser mais generosas e como é possível alguém se preocupar em ajudar e melhorar a vida das pessoas, promover uma transformação e sem querer nem ganhar nada em troca, apenas levando em consideração o sincero desejo de ajudar e fazer a diferença. Nós amamos você, não tenha dúvidas disso. Feliz dia da mulher!

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