Cuidados compartilhados. Você já pensou em fazer isso?

Cuidados compartilhados. Você já pensou em fazer isso?

Na Inglaterra se chama ‘Child Minder‘. Na Austrália, ‘family day care‘, Na Irlanda, o trabalho é até vistoriado e tem uma legislação específica.

Afinal, você já pensou em deixar seu filho na casa de outra mãe para ir trabalhar?

Tudo começou com um post feito esta semana:

“Vamos lá compartilhar uma linha de raciocínio.

1. família A (escrevi família, mas geralmente é MÃE) está com dificuldades de encontrar com quem deixar o filho para voltar à rotina de trabalho, porque não quer contratar ninguém, não quer deixar na escola em tempo integral e tampouco têm rede de apoio (familiares trabalham ou moram longe).

2. família B, depois de pensar em soluções alternativas, decidiu, em comum acordo, que a mulher ficaria em casa por tempo indeterminado ou determinado, cuidando das crianças

Então, a família A descobre que a mãe B está em casa, cuidando de uma filha da mesma idade da sua, que elas podem brincar, se distrair juntas, e que a mãe B é super bacana. Inclusive elas moram perto uma da outra

Logo, a mãe B que não tinha nenhuma remuneração enquanto estava em casa, começa a criar uma possibilidade de cuidado compartilhado, e oferecer esse serviço (super exclusivo e maravilhoso, diga-se de passagem) para famílias A que estão em busca de soluções alternativas.

Pergunta 1: Tem família A que se interessaria pelo serviço oferecido por mães que estão em casa?
Pergunta 2: Tem Mães B que se interessariam em compartilhar cuidados com outras mães que estão sem alternativas?
Pergunta 3: vamos fazer um ‘match’ dessas famílias?”

Com a repercussão, as mães dos quatro cantos do mundo foram se manifestando, e mostrando que essa realidade, que ainda não existe no Brasil, já é prática comum em outros países.
Na Inglaterra, o ‘serviço’, é chamado de Child Minder. As child minders são mulheres que estão em casa e abrem suas casas para receberem filhos de outras mulheres. Geralmente entre as 7h30 e 18h e o máximo permitido é de seis crianças por casa, incluindo os filhos da mãe anfitriã. Essas mães precisam provar serem capacitadas para cuidar da higiene, comida, saúde e segurança das crianças que estarão aos seus cuidados.
Mas não é só na Inglaterra que é comum. Segundo a seguidora Amanda Maykot, que mora na Austrália, lá esse serviço, chamado de ‘family day care’, é até regulamentado pelo governo, com direito a fiscalização e têm sido uma ótima opção para famílias.

Para Ana Paula, que mora na Irlanda, não foi nenhuma surpresa se deparar com a sugestão do post:

“Isso é bastante comum aqui na Irlanda. Não é tão informal dessa maneira, a casa é vistoriada, a pessoa precisa ter curso de primeiros socorros e ser registrada, pagar um seguro.. mas na pratica é isso aí que o post descreveu. Se não me engano, elas podem cuidar de ate 5 crianças (contando com seus filhos) e vão buscar na escola, algumas oferecem a comida (outras os pais devem levar as refeições e lanches do dia) etc.. No caso daqui é uma alternativa mais barata que a creche ou babá. As que conheço inclusive recebem férias (a família paga uma semana ou duas sem mandarem as crianças) o que é bacana também.

Em Berlim, onde mora a Mariana, o serviço não é tão comum, mas algumas pessoas procuram criar os novos hábitos. “Estou tentando algo semelhante aqui em Berlim com as mães brasileiras, porque a questão de vagas em escolinhas antes dos 3 anos é bem difícil. Não consegui uma rede para que possamos cuidar de forma remunerada, mas encontrei uma mãe que cuida do meu filho junto com a filha dela e eu cuida da dela junto com o meu pelo menos 1 vez por semana para resolver algumas coisas sozinhas. Maternidade solidária, em vez de solitária, é fundamental”

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